Quem tem criança em casa sabe que os animais de estimação encantam os pequenos. Não são poucos os pais que convivem com o pedido diário por um bichinho. Para alguns, a falta de tempo, os gastos e a preocupação com a saúde do filho, quando em contato com o animal, são os principais elementos que geram preocupação.
De acordo com a psicóloga Clarice Montosa Bertan, apesar dos ítens negativos levantados pelos pais, os benefícios trazidos pelo animal de estimação são estendidos para toda a família. ''Percebemos que a presença de um animal em casa desenvolve a afetividade e o senso de responsabilidade nas crianças. Além disso, principalmente cães e gatos são muito companheiros e estão sempre por perto'', disse. Ela afirmou que indica animais para famílias cujos filhos brigam muito porque o bicho acaba se tornando uma distração.
Conforme Clarice, crianças de três ou quatro anos já têm autonomia para entender regras e limites. ''É legal dar uma função para a criança, como colocar água para o cachorro, ou alimentar o peixe. Além disso os pais podem ensinar os limites do carinho e da brincadeirar'', explicou. Ela afirma que existem estudos que comprovam que crianças menores de um ano que convivem diariamente com cães e gatos têm menos probabilidade de desenvolver alergias.
A psicóloga destacou que ter um animal de estimação é terapêutico e que a experiência é positiva até para bebês, que são estimulados a se movimentar, engatinhando atrás do bicho. Ela destacou que crianças pequenas precisam de supervisão de um adulto sempre que estiverem brincando com o animal.
Para crianças hiperativas, ou com déficit de atenção, cães são mais indicados porque ajudam a desenvolver a paciência, gastam energia nas brincadeiras de correr e consequentemente deixam a criança mais tranquila.
Ela afirmou que os animais são exemplos até na hora de lidar com as perda e que a morte de um bichinho pode ser o momento certo para viver o luto. ''Este é um assunto difícil e pouco tratado pelas famílias, mas que está presente na vida de qualquer pessoa. Não recomendo substituir o animal imediatamente, é importante aprender a lidar com a situação'', esclareceu.
De acordo com Clarice, as crianças que crescem com animais de estimação em casa aprendem a desenvolver empatia, compaixão, paciência e que a escolha da espécie mais adequada deve ser feita com a ajuda de um médico veterinário. ''Para cada criança tem um animal adequado e é legal que ela também participe desta escolha'', destacou.

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