Curitiba - A Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República oferece às regiões metropolitanas (RMs) de todo o Brasil 11 programas de ação. Destes, quatro implicam na liberação de financiamento e se destinam às áreas de habitação, saneamento, transporte e gestão urbana. Porém, muitas regiões metropolitanas brasileiras não conseguem acesso a estes programas.
Segundo a gerente do programa da Gestão da Política de Desenvolvimento Urbano da secretaria especial, Vera Ribeiro, o relacionamento entre os gestores das RMs e a União poderia ser mais estreito. ‘‘Nossa secretaria sofreu muitas mudanças no segundo mandato do presidente Fernando Henrique e hoje estamos desfalcados, por isso muitas vezes o estreitamento das relações fica difícil’’, admitiu. Vera participou ontem do seminário internacional Diálogos Metropolitanos, evento que está discutindo as necessidades de uma metrópole para se alcançar o desenvolvimento competitivo, sustentável e solidário.
Segundo a diretora do Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Curitiba, Zulma Schussel, o evento vai ajudar a encaminhar as discussões sobre o plano da região de Curitiba, que por enquanto é apenas um documento para discussão. Os principais problemas que são desafios hoje para a RMC são o transporte coletivo, o abastecimento de água e a habitação.
Zulma diz que a própria gestão de uma região metropolitana é um desafio. ‘‘Hoje a tendência é o município cada vez mais se tornar autônomo e resolver seus problemas na próprio esfera municipal. Porém, quando se fala em uma região metropolitana é preciso pensar da forma inversa e a autonomia tem que ser deixada de lado para que se possa pensar conjuntamente’’, defende.
Na sexta-feira, último dia do evento, os participantes discutirão a organização do plano de desenvolvimento da RMC. Este documento começou a ser elaborado no ano passado e deve estar concluído até dezembro de 2002 para começar a ser implantado no ano que vem. Segundo Zulma, o plano deve orientar o desenvolvimento da RMC até 2010. O primeiro plano feito para a RMC foi elaborado em 1978. De lá para cá a questão ficou esquecida e só agora se volta a planejar o desenvolvimento integrado da região.

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