O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon) protocolou na semana passada pedido de revisão da planilha de transporte coletivo junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O estudo pode resultar em aumento da tarifa, o que não ocorre há dois anos. O último reajuste foi em janeiro de 2005.
De acordo com o secretário do Metrolon, Gildalmo de Mendonça, os pedidos de revisão são feitos sistematicamente pela entidade, sempre que ocorre variação no custo do sistema. ''Nos dez anos que estou a frente da TCGL e do Metrolon nunca Londrina ficou tanto tempo assim sem reajuste de tarifa'', comentou Mendonça. Ele disse ainda que a bilhetagem eletrônica e a revisão das gratuidades proporcionaram um aumento de receita para o sistema.
O custo com salários de funcionários é o item que mais pesa na planilha de elaboração da tarifa. Nos últimos dois anos, por exemplo, dois aumentos foram concedidos, de 4% e 4,5%.
A avaliação da planilha leva em consideração itens que poderiam proporcionar condições para reduzir a tarifa. A retirada de cobradores de algumas linhas e o possível aumento do número de passageiros e de microônibus, por exemplo. ''Estamos fechando as contas do ano anterior. A decisão sobre o valor da tarifa deve ser anunciada no começo de fevereiro'', revelou o diretor de Transportes da CMTU, Wilson de Jesus.

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