A primeira fase para a implantação do metrô de Curitiba deverá estar concluída entre quatro e cinco meses. Neste prazo, a Prefeitura, em conjunto com técnicos da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), estima ter terminado o estudo de viabilidade técnica para criar a linha Leste-Sul, que ligará os bairros Pinheirinho e Capão da Imbuia. Com isso, será possível ir atrás de recursos internacionais para custear a construção do metrô, avaliada em US$ 500 milhões.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Osvaldo Navaro, nesse estudo será verificado se os trechos escolhidos podem receber o metrô e, também, se a demanda de passageiros é suficiente para custear o quilômetro rodado. ‘‘Para isso, é preciso que se trabalhe com um fluxo de 20 mil passageiros por hora. Hoje nos trechos escolhidos a demanda é de 18 mil, nos horários de pico’’, disse Navaro. Se o trajeto for aceito, serão desviadas linhas metropolitanas para os terminais de metrô aumentando o fluxo de passageiros para 22 mil/hora.
Quanto ao roteiro escolhido, ele informou que serão usadas as canaletas de expressos. ‘‘No lugar das canaletas, vai ser criado um grande parque linear, com possíveis espaços para estacionamentos’’, disse Navaro. Nos trechos de maior trânsito, a proposta é que o metrô trafegue no subsolo, numa profundidade de até 15 metros. ‘‘Quando se cruzar a Rua Mariano Torres, onde passa o Rio Belém, o túnel vai passar por baixo do rio’’, informou. Em levantamento preliminar, apenas quatro dos 15 quilômetros da linha de metrô será feita ao nível do solo.
Navaro afirmou que o financiamento para implantação do metrô deve ser conseguido junto a instituições internacionais, como Banco Mundial e bancos japoneses. A maior parcela do financiamento deve ser contraída pelo governo federal (50%), outra parcela (15%) pela Prefeitura e, o restante, pela iniciativa privada. ‘‘Vai ser aberta uma licitação para ver quais serão os parceiros, que podem ser os atuais detentores do transportes de ônibus’’.
Neste estudo será previsto também o valor exato gasto para implantar cada quilômetro de metrô. Na primeira previsão serão gastos cerca de R$ 33,33 milhões para cada mil metros. Esse custo pode aumentar conforme os trechos, sendo mais caro na região central, que será subterrâneo. Os terminais, que serão pontos de embarque e desembarque, vão abrigar as estações, sendo provalvelmente de superfície. Navaro estima que a construção vai iniciar no ano 2000 e deve ser concluída até 2002.

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