Israel Reinstein
A Prefeitura de Curitiba pretende criar uma nova lei de zoneamento e uso do solo na região que vai abrigar o metrô. Toda a política de ocupação em torno da BR-116 vai ser ampliada. ‘‘A idéia é induzir a construção de residências e também comércio, como foi feito nas estruturais’’, avisa o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa.
Hayakawa informa que o metrô é apenas um atrativo para realizar a ocupação nos bairros limítrofes da rodovia. ‘‘Junto com o estudo de viabilidade para implantação, será feito o estudo de zoneamento, que devem ser entregues este ano’’, diz. A prefeitura já lançou o edital de licitação do projeto de análise de viabilidade e de impacto ambiental (Eia/Rima). Vinte e duas empresas já se candidataram para realizar o trabalho.
Pelo projeto, o metrô elevado será construído no eixo da BR-116, entre a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e o bairro do Atuba, numa extensão de 27 quilômetros. A primeira fase, que deve estar pronta em cinco anos, será implantada em um trecho de 13,3 quilômetros, com nove estações, entre a CIC e o centro da cidade. As linhas metropolitanas dos municípios de São José dos Pinhais, Araucária e Fazenda Rio Grande, estarão ligadas ao sistema do metrô. Na segunda fase, com cronograma ainda não definido, seriam construídas mais dez estações e concluída a interligação com as outras cidades da região metropolitana.
A proposta apresentada pela prefeitura aos bancos japoneses é de financiamento da primeira fase do projeto, que tem um custo estimado em US$ 398 milhões. A prefeitura e iniciativa privada arcariam com 40% deste montante e o governo federal com 60%. Hoje o sistema de transporte ainda atende a demanda, transportando 2 milhões de passageiros por dia - incluído o transporte integrado com a região metropolitana -, mas em cinco anos será preciso estender o sistema de transporte. O trecho CIC-centro do metrô deve atender 83 mil pessoas por dia e no projeto todo, com a construção de 27 quilômetros de linha, o sistema terá capacidade para atender 183 mil passageiros/dia.
O elevado somente será construído depois que o Contorno Leste, que vai desviar o fluxo de transporte pesado do trecho urbano da BR-116, estiver concluído. A obra está sendo executada pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

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