Método surgiu em 1992 na Inglaterra
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
De Apucarana 
O ginecologista Osmar Henriques, de Londrina, explica que a fertilização in vitro pela técnica de Injeção Citoplasmástica de Espermatozóides surgiu em 1992 na Inglaterra. No Brasil começou a ser utilizada há três anos, sendo introduzida no ano passado em Londrina. O método vem sendo desenvolvido com sucesso em alguns centros de reprodução humana no Paraná (Curitiba e Londrina), São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Através desta técnica, utilizando microscópio de alta potência, torna-se possível até cortar parte ou operar um espermatozóide. Até mesmo um homem que têm grau zero de espermatozóide pode gerar um filho, por que retira-se a parte necessária para fecundação do óvulo, dos testículos, explica Henriques.
No caso de Etodéia e Adilson, o médico revela que ela passou por um tratamento para estimular os ovários para a retirada de óvulos, que foram fertilizados em laboratório com o sêmen do marido. Assim criaram-se os embriões que foram introduzidos no útero de Afife, que teve seu ciclo menstrual ajustado com o de sua cunhada Etodéia, conta o ginecologista.
Duas semanas depois, um exame constatou que a gravidez era positiva. Apenas no princípio da gestação, a mãe-suplente precisou receber medicação para ter uma boa aceitação dos embriões; depois passou a ser uma gravidez completamente normal.
De acordo com o ginecologista Osmar Henriques, a técnica da fertilização é uma excelente alternativa para mulheres que perderam o útero, ou homens que são operados (vasectomia) e casam-se novamente. Também tem sido uma boa opção para homens com câncer de testículo, que colhem seu sêmen, que fica congelado para posterior aproveitamento. O custo médio do processo, segundo o Henriques, é de US$ 2 mil. (M.B.)


