O método da fertilização in vitro (FIV), também chamado de bebê de proveta, consiste basicamente em realizar um tratamento com medicamentos para a mulher produzir óvulos. Este passo, segundo o ginecologista Osmar Henriques, dura cerca de 15 dias. Em seguida, os óvulos são colhidos e fertilizados com o sêmen do parceiro. Depois é realizada a transferência dos embriões para o útero. Todo o processo de coleta, fertilização e transferência é feito em 72 horas.
Henriques diz que normalmente são transferidos quatro embriões para aumentar as chances de a mulher engravidar. Segundo ele, com a transferência de quatro embriões, a possibilidade de ter um bebê é de 80%. As chances de dois nascerem cai para 30%, enquanto que a possibilidade de três bebês é de apenas 5%. ‘‘A possibilidade de mais de três nascerem é de menos de 0,5%’’, afirma.
Segundo o médico, a FIV foi desenvolvida para tratar casais cuja principal causa de infertilidade é uma lesão tubária. Mas atualmente o método é utilizado também para mulheres com problemas de ovulação, homens que apresentam espermatozóides em número baixo ou com má formação e pacientes com determinadas doenças.
O Centro de Reprodução Humana, onde o médico trabalha, funciona desde 1994. Henriques diz não saber o número de crianças que nasceram após fazerem tratamento no local, mas afirma que recebeu pacientes de várias cidades do Paraná, São Paulo e até de Brasília. Segundo ele, um casal gasta cerca de R$ 3 mil por tentativa para fazer o tratamento no Centro de Reprodução.

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