Método permite reaproveitar boa parte de resíduos industriais
Aproveitar ao máximo todos os resíduos da indústria, reduzindo com isso os custos de produção e também o nível de poluição lançada ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, utilizar o resíduo como matéria-prima de outros produtos ou então comercializá-lo com empresas de outras áreas. Como resultado, a empresa poderá produzir mais barato e se tornar mais competitiva no mercado.
Este é um dos principais objetivos da metodologia Zeri - ou Zero Emissions Reserch Initiative -, apresentado ontem de manhã em Londrina, no câmpus da Universidade Norte do Paraná (Unopar). O seminário, chamado de Gestão Ambiental - Uma Proposta de Desenvolvimento Competitivo e Eco-Sustentado, foi promovido pelo Sebrae, em parceria com o Consórcio do Rio Tibagi (Copati), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a própria Unopar.
O presidente da Fundação Zeri do Brasil, Lucio Renato de Fraga Brush - também professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) -, mostrou a evolução do conceito no Brasil e no mundo. Ele lembrou que a discussão em torno do gerenciamento dos resíduos industriais começou a ser discutida com mais seriedade a partir do início da década de 70 e culminou na criação do conceito de Zeri, na Universidade das Nações Unidas (UNU) do Japão, em 1994.
A idéia foi de dois brasileiros, o Heitor de Souza, que foi reitor da UNU e também da Universidade de São Carlos, e do Tarcísio Della Senta, diretor do Centro de Estudos Avançados da UNU, explica Brush. A partir daí, diversas empresas começaram a investir na metodologia. A cervejaria Nabia Breweries, da África do Sul, teve as ações valorizadas em 15% depois que anunciou que adotaria um sistema de gerenciamento de resíduos.
No Brasil, explica Lucio Brush, ainda são poucas as empresas que conhecem o sistema ou têm disposição em investir na sua implantação, criando tecnologia específica para o reaproveitamento de resíduo. Lúcio Brush aposta, no entanto, que o caminho está aberto e só tende a crescer. Acredito que até a metade de 1999 já teremos bons resultados, diz.
O consultor do Sebrae/PR em Londrina, Paulo Di Chiara, informou que a idéia a partir de agora é desenvolver um projeto-piloto ainda este ano junto a uma empresa de Londrina, que esteja disposta a investir num processo de gestão ambiental através por meio do Zeri. A metodologia será disponibilizada pelo Sebrae, através da própria Fundação Zeri.
Marcelo Mafra, secretário executivo do Copati, diz que consórcio pretende estar junto no processo de implantação do Zeri em outras empresas, dentro e fora de Londrina. Já temos algumas sondagens, mesmo em Londrina. A intenção é despertar interesse e criar oportunidade. O importante, para nós, é divulgar a mentalidade do processo.Paulo WolfgangConceitoLúcio Renato de Fraga Brush, presidente da Zeri no Brasil, apresentou a metodologia a um grupo de empresáriosLúcio Horta





