Método mostrava ‘serviço’
A investigadora Raquel Bandeira, 45 anos, voltou a acusar o delegado de Campo Largo, Marcos Antônio de Oliveira, durante sua primeira entrevista à imprensa. Segundo Raquel, Oliveira prendia e torturava inocentes para ‘mostrar serviço’. A policial afirma que há um mês o delegado teria indiciado um rapaz, supostamente inocente, depois de torturá-lo num interrogatório. O acusado havia sido denunciado, conforme ela, pelo assaltante Daniel de Brito, que está preso em Campo Largo.
Ontem Raquel afirmou que, além das duas fitas que deixou na Corregedoria, havia outras quatro, que teriam sido confiscadas à força pelo delegado. As gravações estariam dentro da Kombi, que foi revistada pelo Grupo Tigre no domingo, quando Raquel foi acusada e detida pelo delegado de envolvimento com tráfico de drogas. As gravações seriam as provas da tortura de outros quatros detentos.
O delegado nega a acusação e diz que havia prova para incriminar o suspeito, do qual não lembra o nome. Oliveira confirma a busca na Kombi, mas nega a existência das fitas. ‘‘Eu vou explicar se tem fita ou não. O pessoal do Tigre estava aqui e viu tudo’’, disse. Oliveira se recusou a fazer comentários sobre Raquel.(J.A.)

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