Método melhora eficiência do Papanicolau
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sexta-feira, 18 de outubro de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Londrina - Com o índice alarmante do Ministério da Saúde de que a ''cada 1 hora e 15 minutos uma brasileira morre em decorrência de câncer de colo de útero'', não dá para desprezar a importância da realização do Papanicolau, exame ginecológico preventivo que pode diagnosticar a presença do vírus HPV, transmitido sexualmente. Quando não tratado, o vírus pode causar o câncer, que só este ano deve provocar a morte de 25 mil brasileiras. Em Londrina, um novo método de exame, considerado mais eficiente, começa a ser divulgado.
O Papanicolau deve ser feito a partir do momento em que a mulher começa a ter vida sexual ativa, independente da idade, pelo menos uma vez por ano. A prevenção é o melhor remédio porque não há nenhum sintoma, como dor ou secreção, que possa indicar a presença do vírus. Quando diagnosticado precocemente, o índice de cura é total.
''Pelo exame, podemos verificar se há o vírus, antes da proliferação de tecidos lesionados, que podem levar ao câncer'', ressaltou o médico patologista e citologista Antonio Camata. Dedicando-se na análises de exames de câncer ginecológico e de mama há 30 anos, Camata está divulgando em Londrina o ''exame preventivo de câncer uterino em meio líquido''.
Por esse método, o material coletado no exame é colocado em um frasco plástico, contendo um líquido conservante, antes de ser enviado para análise laboratorial. No método convencional, o material recolhido é espalhado nas lâminas de vidro, utilizadas para análise, pelo próprio médico ginecologista. ''Muitas vezes ocorrem falhas técnicas na coleta, que atrapalham o diagnóstico. O médico pega material de menos ou de mais, e é comum a necessidade da repetição da coleta de material para evitar resultado falso'', afirmou Camata. O novo método também permite que o exame seja repetido em até cinco vezes, sem a necessidade de nova coleta.
Utilizado há cinco anos em exames preventivos nos Estados Unidos, o novo método está sendo disponibilizado no Brasil, desde abril deste ano. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) já começou a utilizar o novo sistema em hospitais públicos do Rio de Janeiro e os resultados estão sendo satisfatórios, o que deve influenciar a sua adoção no Sistema Único de Saúde (SUS), que realiza o exame convencional.


