Inteligência se aprende. Segundo o consultor educacional do Instituto de Aperfeiçoamento do Potencial de Aprendizagem de Jerusalém, Israel, David Sasson, a carga genética tem papel secundário quando se fala em inteligência. O fator principal é a aprendizagem mediada e a vivência da pessoa.
Para ele, uma criança que nasce com alto nível genético de inteligência, mas não é trabalhada de maneira adequada, não será capaz de desenvolver seu potencial. Em contrapartida, uma pessoa que nasce com capacidade reduzida, mas tem ajuda de uma boa mediação, pode aumentar seu potencial.
Sasson é seguidor de um método para o desenvolvimento da inteligência chamado Programa de Enriquecimento Instrumental, criado em Israel. O método consiste em descobrir pontos fortes nas pessoas, fazê-las ter consciência de como funciona o cérebro delas, e aplicar e mediar exercícios. ‘‘Os pais normalmente dizem às crianças: se você não sabe como faz, pense’’, afirmou. ‘‘Mas como isso vai acontecer, se eles nem sempre mostram como pensar de forma eficiente? É preciso que haja uma mediação.’’
Em Curitiba, algumas escolas, como a Jean Piaget, usam o programa. Os cursos sobre o método são dados no Centro de Desenvolvimento Cognitivo e Social de Curitiba. O trabalho é feito com pais, professores e psicólogos para que saibam entender melhor o processo de aprendizagem.
O potencial muda de pessoa para pessoa, mas todas podem aprender. Segundo Sasson, se a pessoa pode aprender significativamente e mudar não é importante comparar este indivíduo com outro. O importante é comparar como ele era antes e como está agora.

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