Tornar o aprendizado da matemática mais fácil. Aí está o objetivo de um método japonês que há 20 anos chegou ao Brasil: o Kumon. ‘‘Fazemos o ensino individualizado, que respeita a capacidade que cada um tem para aprender’’. A explicação é do gerente da filial curitibana do Instituto de Educação Kumon, Hissashi Asofu. Mais de 3,4 mil alunos passaram pelas 40 unidades locais do instituto, que se instalou na cidade há cinco anos.
‘‘Quando o aluno - seja criança, adolescente ou adulto - chega aqui, nós o avaliamos para saber a partir de onde começar a ensiná-lo’’, conta Asofu. O exame indica o ponto mais fácil para iniciar a orientação de quem sente dificuldade de aprender matemática. ‘‘Isso permite uma evolução gradual, sem que o estudante se assuste’’, acredita Asofu.
A opção pelo método Kumon implica estudo diário, inclusive sábado e domingo. ‘‘Não adianta estudar apenas na véspera da prova’’, diz Asofu. O aluno precisa ir a uma unidade do instituto duas vezes por semana. Ali ele apresenta as tarefas e faz novos exercícios, todos avaliados por nota e tempo de execução. ‘‘Nós cronometramos para medir o nível de concentração, uma coisa que não é útil só para aprender matemática, mas para a vida do estudante’’, justifica.
O aluno repete cada exercício até conseguir resolvê-lo. Para isso, recebe a assistência de 92 orientadoras, todas mulheres de meia-idade. ‘‘Elas são pacientes, disciplinadoras e formadas não apenas em matemática, mas também em psicologia e pedagogia, por exemplo’’, esclarece o gerente do Instituto Kumon. ‘‘É bom lembrar que esse processo de aprendizagem leva tempo, não serve para quem está na iminência de reprovar’’, acrescenta.
O método foi criado em 1954 por Toru Kumon, um japonês que desenvolveu um novo estilo de ensinar matématica ao orientar o próprio filho. No Brasil, o livro sobre o método que faz do aprendizado da matemática algo ‘‘gostoso’’ já vendeu 30 mil cópias. No Japão, mais de 1 milhão.

mockup