Método ensina inglês para bebês a partir de 18 meses
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de novembro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
Eles ainda tropeçam nos primeiros passos, mas já balbuciam palavras em inglês. São crianças brasileiras de pouco mais de um ano, que antes mesmo de começar a andar, aprendem um idioma diferente da língua-pátria. O método inédito é desenvolvido pela canadense Cristina Belmont, que garante que a melhor fase para o aprendizado é o primeiro ano de vida. Nessa fase, as crianças não fazem distinção de som, assimilam o significado das palavras independente do idioma, explica.
Formada em linguística pela Universidade de Michigan, em Ohio (EUA), Cristina desenvolveu o método há mais de duas décadas, quando dava aulas para filhos de imigrantes e refugiados de diversas nacionalidades, no Canadá. Ela conta que a única forma de se comunicar era o inglês, pois a origem das crianças era variada. No Brasil, os professores utilizam a língua nativa para dar aulas. Isso era impossível naquela realidade, comenta. Com a experiência, Cristina descobriu que as crianças (e adultos) assimilam mais rápido um novo idioma, quando precisam dele para se comunicar e também quando o método está adequado à realidade do aluno.
Há um ano ela passou a aplicar o método que desenvolveu na Escola Umbrella, em Curitiba, com crianças de 18 meses a 10 anos. Mas ressalta que o resultado vem a longo prazo. Ninguém aprende a falar uma língua em um ano, nem a do próprio país, mas quanto antes o estímulo ocorrer, melhor. Ela esclarece que quanto menor o aluno, menor será a resistência para o aprendizado e explica que pessoas com mais de dez anos têm dificuldade em aprender novas línguas, porque não conseguem compreender o processo natural e sentem vergonha e constrangimento. O mesmo não acontece com uma criança que está aprendendo a falar, diz.
A diretora da Umbrella, Glória Ribeiro, acredita que alunos que estudam em uma escola bilingue desde o maternal, têm maior facilidade para se comunicar em uma segunda língua posteriormente. Glória -que tem 30 anos de experiência como pedagoga - afirma que isso não prejudica o aprendizado do português.
Os pais aprovam o resultado do método aplicado pela professora canadense. Eles aprendem com a prática, naturalmente, afirma Cristiane Spyra, mãe de Ticiane, de 6 anos e Marcel, de 8.


