A imagem de um animal debilitado, atingido pelos sintomas de uma doença infecciosa, nunca é agradável de se ver. Ainda mais para quem tem o animal como uma espécie de membro da família.
É o caso da estudante de pedagogia Fabiana Franco da Silva, de Cambé, dona de uma basset mestiço, que contraiu uma parvovirose e permaneceu internada uma semana no Setor de Isolamento de Moléstias Infecto-Contagiosas e Zoonoses do HV. Nina respondeu bem ao tratamento e já recebeu alta, mas nem sempre é assim. Esse tipo de doença não permite diagnóstico tardio. Em dois ou três dias o animal está morto.
A estudante disse que não pensaria duas vezes em autorizar a eutanásia, caso necessário. ''É claro que é difícil sacrificar o bichinho, mas tem que resolver o problema. O que não pode é deixá-lo sofrendo por muito tempo'', afirmou.
O instrutor Eduardo Di Genaro, de Porecatu, dono de um cão fila, também aprova o método, desde que a doença não tenha mais cura. ''Se ele está sofrendo, alguma coisa deve ser feita. E a eutánasia é necessária nesses casos, porque abrevia o sofrimento do animal e do dono'', ponderou. (G.G)

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