Será que vai chover? Se para os ''antigos'' bastava a dor em um osso para responder à questão, hoje é a tecnologia que possibilita informações mais precisas. No Dia Mundial do Meteorologista, não é só o agricultor quem tem o que comemorar com essa tecnologia, mas também as áreas de defesa civil, aviação e setor elétrico, entre outras, para quem a meteorologia proporciona benefícios com suas informações.
Há quase 20 anos na profissão, o meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) Tarcízio Valentin da Costa, de 45 anos, acompanhou boa parte dessa evolução. ''A grande mudança foi a partir de 1995, quando o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) adquiriu um supercomputador e a previsão do tempo passou a ser numérica. Até então, perdia-se muito tempo trabalhando os dados manualmente'', explica. Para uma previsão hoje, entre outros recursos, são utilizadas imagens de satélite e radares meteorológicos.
Mais novo na profissão, Itamar Adilson Moreira, de 27 anos, já é de uma época em que os acertos chegam a 95%. ''Hoje em dia o acerto é elevado, vale a pena consultar a previsão. Fazemos previsão a curtíssimo prazo e é possível colocar a defesa civil em alerta, por exemplo, na prevenção de desastres naturais. Também é possível prever a necessidade de racionamento de água para o setor elétrico'', exemplifica, mostrando a importância da atividade.
Para o agrônomo e agricultor Taurino Alexandrino Loyola, de Wenceslau Braz (117 km ao sul de Jacarezinho), consultar o sistema de meteorologia é fundamental. Até porque, segundo ele, a cultura do feijão é muito sensível no período de colheita, já que é feita manualmente e o acabamento final faz com que o produto fique de três a quatro dias no campo. ''Se a condição climática está desfavorável, indicando chuva, a gente suspende a colheita'', explica Loyola.
Ele se diverte, lembrando de como seu pai obtinha a previsão do tempo: ''Era no rumo. Lá no Ceará, meu pai acendia uma lamparina no dia 18 de outubro e dependendo da direção para que a fumaça se dirigia, significava chuva ou não. Não sei o porquê do dia 18, mas acho que está relacionado à lua. Olhar a posição das estrelas também era um modo dos 'antigos' saberem sobre o tempo'', relata.

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