Cerca de 1,6 mil metalúrgicos escolhem hoje a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Londrina e região. A votação será feita em dez urnas. Uma ficará na sede do sindicato e as outras vão circular pelos locais de trabalho. Além de Londrina, os votos serão recolhidos em Apucarana, Rolândia, Cambé, Ibiporã e Cornélio Procópio.
A eleição promete ser tranquila. Apenas a chapa ‘‘União e força’’ inscreveu-se. A chapa é de situação e tem o atual presidente do Sindicato, Sebastião Raimundo da Silva, como candidato à reeleição, pela quarta vez consecutiva. Segundo Silva, 90% dos votantes são de Londrina e Cambé.
A base do sindicato abrange 61 cidades do Norte do Paraná. As eleições encerram-se às 18 horas, quando inicia-se a contagem. São necessários 800 votos para a eleição.
Dados do sindicato mostra que a região de Londrina tem hoje cerca de seis mil metalúrgicos com registro em carteira. Número bastante inferior ao registrado sete anos atrás, quando a categoria contava com mais de 12 mil trabalhadores. ‘‘Era a categoria mais forte e mais expressiva de Londrina’’, afirmou Silva, metalúrgico desde 1971.
Silva conta que, a partir de 1990, a categoria começou a ser esvaziada. Diversas empresas fecharam as portas e outras reduziram o número de funcionários, movidas pela modernização ou pela diminuição da capacidade de produção. ‘‘A crise chegou nas empresas e o desemprego assolou os trabalhadores.’’
O desemprego acabou levando muitos profissionais para outras cidades. Os salários dos grandes centros também eram mais atrativos. Hoje, Londrina tem carência de alguns profissionais, como o ferramenteiro. O piso atual da categoria varia entre R$ 210 e 220, por 44 horas de trabalho semanais.

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