Segundo o site da empresa Apliquim (www.apliquim.com.br), de Paulínia (SP), que se especializou no tratamento e na descontaminação de lâmpadas fluorescentes, o mercúrio e outras sustâncias químicas utilizadas na sua fabricação fazem com que países do Primeiro Mundo as incluam na lista de resíduos nocivos ao meio ambiente. O mercúrio é um metal pesado que uma vez ingerido ou inalado, causa efeitos desastrosos ao sistema nervoso.
A empresa afirma que se forem lançadas em aterro as lâmpadas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos d'água, chegando à cadeia alimentar. ''Ainda que o impacto sobre o meio ambiente causado por uma única lâmpada seja desprezível, o somatório das lâmpadas descartadas anualmente (cerca de 40 milhões só no Brasil) terá efeito sensível sobre os locais onde são dispostas'', diz o site.
Utilizando tecnologia própria, a empresa desenvolveu equipamentos que permitem extrair todo o mercúrio contido em uma lâmpada e descontaminar os outros materiais que a constituem, como o vidro, o alumínio e o fósforo, que recobre o interior do bulbo de vidro. O mercúrio extraído das lâmpadas, uma vez purificado e sob a forma de metal, é encaminhado, com autorização do Ibama, para empresas que o utilizam em seus processos ou produtos, tais como as fabricantes das próprias lâmpadas. (Silvana Leão)

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