Metade dos estacionamentos é irregular
Metade dos estacionamentos é irregular
Associação argumenta que alguns estabelecimentos oferecem preços baixos porque não pagam impostos
Crise seria causa
do aumento de 60%
no número de
estacionamentos
Israel Reinstein
Quase a metade dos estacionamentos de Curitiba está funcionando de forma irregular. De acordo com Laércio Greca, presidente da Associação dos Estacionamentos do Paraná, dos 320 estabelecimentos contabilizados até o começo do ano, apenas 200 estariam operando legalmente, com alvará da Prefeitura e autorização da Polícia Militar. Os demais estariam sonegando e prejudicando o mercado, praticando preços fora da realidade, afirma.
Ele informa que no ano passado o número de estacionamentos cresceu 60%, saltando de 200 para 320. Hoje, o número estaria próximo de 400. Com a crise econômica, qualquer um que tinha um terreno desocupado alugou ou transformou em estacionamento, afirma. Muitos deles, no anel central da cidade.
Quem trabalha de forma irregular faz concorrência desleal, podendo oferecer vagas a R$ 1,00 a hora, quando a média do mercado fica entre R$ 2,00 e R$ 4,00, afirma Laércio Greca. A diferença nos preços foi registrada pelo Procon, em pesquisa divulgada ontem. Pelo levantamento do Procon, os preços das diárias variam em até 275%.
Fica fácil oferecer a hora a R$ 1,00, quando não se paga as obrigações trabalhistas e a contribuição da Prefeitura, critica. Ele afirma que os irregulares não pagam seguro. Além disso, por não ter autorização da Polícia Militar, responsável pela verificação do antecedente criminal dos funcionários, esses estabelecimentos podem estar contratando pessoas sem nenhuma idoneidade, diz.
Fiscalização - Para enfrentar a concorrência, Greca diz que vai pedir que a Prefeitura intensifique a fiscalização. Eles estão deixando de ganhar dinheiro por permitir que estes estabelecimentos operem de forma irregular, diz. Tem que se pressionar para eles obterem o alvará.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informa que, para abrir um estacionamento, o interessado deve retirar alvará na Secretaria de Urbanismo, onde é verificado o zoneamento, e outro na Secretaria de Finanças.





