Metade dos curitibanos tem colesterol acima do normal
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quinta-feira, 23 de abril de 1998
James Alberti 
O Fundo de Pesquisas do Coração (Funcor), órgão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, fez ontem 120 exames de colesterol gratuitos, no piso L do Shopping Curitiba. Metade dos testes apresentou índices acima do normal. A ação marcou a comemoração do Dia Nacional do Colesterol, que tem como intenção conscientizar a população sobre o perigo da doença e a necessidade de tratamento preventivo. O coordenador do programa em Curitiba, Álvaro Souza, informou que o mesmo procedimento foi adotado pelo Funcor em outras 32 cidades em todas as regiões do Brasil.
Ao todo, foram realizados 5 mil exames no País. Com os resultados, o Fundo pretende traçar um perfil, a exemplo do que fez em anos anteriores, de quais são os locais com maiores índices de colesterol alto.
Considerado a principal causa de problemas cardíacos, o colesterol elevado atinge cerca de 32% da população brasileira. São pessoas que têm taxa de colesterol acima dos 200 miligramas de gordura por decilitro de sangue. Os exames realizados ontem comprovam o problema a extensão do problema em Curitiba.
O aposentado Ruy Doscher, 67 anos, é um dos que fez o exame ontem. O resultado apontou 233 miligramas de colesterol por decilitro de sangue, 33 miligramas acima do normal. Mesmo assim, ele diz não ter medo de sofrer um infarto, como o que matou o deputado Luís Eduardo Magalhães, líder do governo na Câmara. Ele se excedeu, justificou Doscher, que afirmou fazer exames a cada seis meses.
A orientação dada ao aposentado pelo médico Marco Antonio Saparroz de Medeiros, que acompanhava os exames, foi para que ele tivesse cuidados preventivos. Residente em cardiologia no Hospital Evangélico, Medeiros disse que Doscher devia fazer uma dieta alimentar e exercícios com acompanhamento médico. Embora não fosse o caso do aposentado, o médico orientava todos os pacientes a evitar o tabagismo e a fazer exercícios físicos. Se isolado o colesterol, alto causa problemas cardíacos. Se associado ao cigarro, diabetes e ao histórico familiar, os riscos aumentam muito.


