Crianças de 3 a 5 anos, que desaparecem em trajetos conhecidos e próximos de casa, perfazem a maioria das vítimas dos casos não solucionados de desaparecimento no Paraná. Desde 1996, quando foi criado o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), apenas nove crianças continuam sumidas. Outros 12 casos sem solução, registrados antes dessa data, fazem parte das estatísticas do serviço. Em 2006, ano da última estatística disponível no site da delegacia especializada, foram registrados 112 desaparecimentos, todos solucionados.
A delegada do Sicride Ana Cláudia Machado informou que, além de estarem próximas de casa, a maioria das crianças não encontradas foi vista conversando com desconhecidos. ''Por isso é muito importante os pais explicarem de maneira franca e completa que as crianças não devem conversar ou acompanhar pessoas estranhas'', disse. Segundo ela, não adianta apenas proibir o contato, porque as pessoas mal intencionadas sabem como desarmar as orientações mais superficiais.
Ana Cláudia informou também que metade dos desaparecimentos ocorre no interior do Estado, onde presume-se que seja mais tranquilo. ''Nas cidades menores as crianças ficam mais sozinhas.'' A solução dos crimes pode acontecer rapidamente ou demorar anos. ''Tivemos o caso de uma menina que desapareceu em 1989 e foi encontrada em 2007, em Israel. Não paramos de investigar.''
A delegada enfatizou que não há prazo mínimo para comunicar a polícia. ''A comunicação deve ser feita assim que os pais ou responsáveis notarem qualquer mudança na rotina da criança, como não chegar no horário. Quanto antes a polícia for informada, maiores as chances de sucesso.'' Ela ressaltou, ainda, que apenas 3% a 5% das crianças desaparecidas são encontradas sem vida.

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