O Censo Escolar 1997 do Ministério de Educação mostra, em números absolutos, que a infra-estrutura das escolas públicas e privadas no Paraná pode ser considerada precária. A ponto de em mais da metade dos estabelecimentos não haver bibliotecas, computadores e laboratórios de ciências. Em alguns casos, não há sequer água, luz e esgoto.
Mas a situação, comparando com o restante do Brasil, pode ser considerada um pouco melhor. Principalmente analisando separadamente estabelecimentos públicos municipais, estaduais e federais, além de particulares. Com isso, o pior quadro fica entre as escolas municipais, onde os índices ficam abaixo do brasileiro.
No Estado, existem 10.755 estabelecimentos de ensino, sendo que 7.256 são escolas municipais (67,47%) e apenas 1.349 particulares (12,54%). Juntos, eles somam mais de 2,4 milhões a alunos matriculados. Em 20% das escolas municipais, os 899.338 alunos não contam com a estrutura básica (saneamento, rede elétrica e de água). ‘‘São escolas que estão distantes desses serviços, que incluem também o telefone’’, avalia o coordenador do Programa de Expansão e Melhoria de Ensino Médio, Luiz Walter Chaluznhak.
Mesmo frente a este quadro, Chaluznhak considera que o quadro estadual é bom. O coordenador conta que o governo estadual está investindo na melhoria e reequipamento das escolas. Ao todo, ele conta que cerca de R$ 400 milhões foram e estão sendo aplicados.
Chaluznhak conta que na compra de computadores para montar laboratórios de informática vão ser aplicados R$ 3 milhões. Com isso, pretende-se dobrar as atuais 290 salas. Hoje nas 1.349 escolas privadas, existem 439 laboratórios do gênero. Da mesma forma, Chaluznhak promete a implantação de maior número de laboratórios de ciências, que na rede pública estão instalados em apenas 12,40% das escolas. Da mesma forma, as bibliotecas deverão ser ampliadas, já que hoje apenas 33% das escolas contam com algum local para leitura. ‘‘No caso das bibliotecas, muitas escolas fecharam as existentes por falta de salas de aulas, por isso investimos, no ano passado, R$ 80 milhões na ampliação das escolas’’, disse.
O coordenador do Proem considera que a situação paranaense vai mudar muito no próximo censo do MEC. Ele acredita que os investimentos feitos pelo governo vão diminuir a distância entre as escolas com infra-estrutura e as que estão precárias atualmente. O levantamento do censo já vem sendo feito e deve concluído em novembro.

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