Há três anos, as atividades industriais na Região Metropolitana estavam concentradas na capital, que opera a Cidade Industrial de Curitiba; em Araucária, que tem o pólo petroquímico capitaneado pela Refinaria Presidente Vargas e em Campo Largo, onde a indústria cerâmica é tradicional.
Mas, a partir das negociações com grandes empresas (Renault e Audi em São José dos Pinhais e Chrysler em Campo Largo), a RMC mudou seu perfil ‘‘radicalmente’’, segundo avalia o diretor-presidente da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Luiz Hayakawa.
Hoje existe uma disseminação de indústrias não só nesses três municípios, mas temos o caso de Mandirituba, que já tem nove indústrias. Jamais se pensaria em colocar indústrias em Mandirituba, mas isso está ocorrendo e não é no setor automobilístico’’, diz Hayakawa, apontando para uma complementação de atividades que acaba fortalecendo o comércio local e diminuindo a antiga situação de cidades-dormitório.
Para o diretor da Comec, o desafio para consolidar a integração das cidades no entorno de Curitiba é ‘‘abrir os olhos’’ da iniciativa privada e dar atenção ao potencial econômico dos outros municípios.
‘‘A tendência é diminuir esse perfil cidade dormitório, precisamos acabar com essa idéia de conjuntões habitacionais na periferia e reduzir a dependência em relação à capital’’, avalia. ‘‘Por isso, no momento em que o empresário que investe em Curitiba enxergar que é possível ganhar dinheiro nas outras cidades, teremos um bom negócio para essas cidades e para os empresários’’, aconselha. (Eledovino Bassetto Junior)

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