Criado em 1963, o IPE trava uma discussão interna para voltar a ser a referência que o consagrou na assistência médica ao funcionalismo público e a seus dependentes. ‘‘Queremos desenvolver um plano de saúde onde o funcionário contribua de acordo com o uso que ele pode fazer dos serviços do IPE’’, afirma o superintendente André Zacharow. ‘‘Se tivéssemos hoje um plano que desse atendimento garantido, teríamos um plano confiável.’’
Os primeiros passos nessa direção estão sendo dados de forma cautelosa. O IPE já pratica, por exemplo, o reembolso de gastos para exames especializados e cirurgias de emergência que são feitos pelos segurados fora da rede de atendimento do instituto. Mas a conta tem sido salgada. ‘‘Os exames complementares têm pesado muito’’, revela Zacharow.
Para evitar abusos, o novo superintendente adotou uma modificação de procedimento. Os exames complementares, por exemplo, só podem ser pedidos pelo médico da especialidade. Orteses e próteses dependem da autorização direta do superintendente.
‘‘São medidas que visam evitar desperdícios e racionalizar gastos’’, garante Zacharow. Além disso, o IPE pretende aperfeiçoar as avaliações qualitativas sobre os prestadores de serviços que servem ao instituto. Em todo o Estado, são cerca de 1 mil prestadores.
A estrutura estadual do IPE é composta por duas unidades de atendimento ambulatorial (Curitiba e Londrina), 22 coordenadorias e 91 agências. Através de convênios, o instituto atende servidores públicos estaduais em todos os municípios do Paraná.
‘‘Nosso corpo médico é bastante qualificado e não fica devendo nada aos melhores planos de saúde que estão no mercado’’, assegura André Zacharow.
Para avançar mais, entretanto, o superintendente do IPE diz que o instituto precisa ‘‘ser gerido como um plano de saúde’’, adotando rotinas que servem hoje aos planos privados.

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