Mesquita e templos budistas ficam de fora
Londrina - Entre os locais contemplados com a nova sinalização turística estão a antiga Casa da Criança, Bosque Central, Correios, Teatro Ouro Verde, Museu Histórico Padre Carlos Weiss, Museu de Arte, Planetário e Catedral. Até mesmo dois cemitérios foram incluídos. O curioso é que lugares como a Mesquita Rei Faiçal e os templos Budistas Nishi Honganji e Hompojo não aparecem na lista.
Segundo o diretor de turismo da Codel, Altenir Lopes, o que aconteceu é que foi feita estimativa de valores e esses locais não foram contemplados porque os recursos não seriam suficientes. "Para poder fazer essa colocação, quem fez o levantamento foi a Secretaria Municipal de Cultura. Não estou dizendo que as outras entidades não são importantes. Só não havia recursos para tudo isso", argumenta.
Questionado sobre qual o motivo para ter escolhido o cemitério como atração turística em vez de outros lugares, ele justificou que não houve tempo hábil para fazer esse levantamento. "Tinha que correr contra o tempo. Tinha que ser rápido, senão perderíamos os recursos", explica.
A coordenadora do curso de Turismo com ênfase em Hotelaria da Unopar, Alini Nunes de Oliveira, destacou que se o projeto contemplou atrativos religiosos, esses outros espaços destacados pela reportagem que não receberão as placas turísticas também deveriam ser contemplados. "Pode ser que não tenha sido contemplado por hora, mas esperamos que o projeto seja mais amplo e que outros atrativos culturais e naturais da cidade não fiquem escondidos", cobra.
Questionada sobre o que falta para melhorar o turismo em Londrina, a coordenadora do curso de Turismo ressaltou que é preciso melhorar as condições dos atrativos da cidade. "Eles já estão lá, já existem. Nós nem entramos no mérito da construção de atrativos, mas trata-se da própria questão de revitalizar e restaurar os espaços já existentes. A Prefeitura destaca atrativos turísticos em seu próprio site, mas eles estão sujos, abandonados e não há ninguém para informar sobre o lugar. Não há lugar para estacionar, não tem ônibus", aponta.(V.O.)





