Mesmo sem ter dinheiro, eu comprava
Professora do ensino fundamental, N., de 31 anos, nem sempre foi impulsiva para comprar. Ela conta que, quando criança, era tão tio Patinhas que chegou a perder a mesada porque a moeda havia saído de circulação. Levei oito meses para gastar o meu primeiro talão de cheques, lembra.
Mas, depois que casou, passou a consumir como o marido. Só que ele gastava com bens duráveis, como carro e equipamentos eletrônicos, e eu só gastava com roupas, sapatos e maquiagens. Mesmo sem ter dinheiro, eu comprava. Usava o cartão de crédito ou o limite do banco, que passou de R$ 200,00 para R$ 1,4 mil, lembra.
Mas, depois de três ou quatro empréstimos para pagar as dívidas veio a constatação da desordem na vida financeira. Desde maio não tenho mais limite (no banco). Preferi cortar na veia porque não sei usar.
Hoje, depois que começou uma terapia, ela tem uma poupança e controla todos os gastos anotando-os em uma agenda. O objetivo é comprar um carro. Se mantiver a disciplina, até o ano que vem eu consigo. (C.P.)





