Inaugurado em 18 de janeiro deste ano, o Shopping Popular de Londrina, conhecido como ''Camelódromo'', está se consolidando como importante ponto comercial do centro da cidade. Problemas como falta de alvará para funcionamento e venda de produtos falsificados ou contrabandeados ainda existem mas, aos poucos, os lojistas começam a perceber que a saída das ruas foi benéfica.
De acordo com o presidente da Organização Não-governamental (ONG) Canaã que administra o shopping, Ulisses Sabino Nogueira, o empreendimento ainda está em fase de adaptação à nova realidade. A inauguração da praça de alimentação, no início de julho, ajudou a impulsionar as vendas, sobretudo nos boxes do segundo piso onde o movimento é menor. De acordo com ele, uma pesquisa recente realizada pelo condomínio apontou que cerca de 80% dos proprietários se disseram satisfeitos com o movimento.
O problema da falta de alvarás, segundo Nogueira, está sendo solucionado. Ele disse que 160 dos 320 boxes estariam com a situação acertada. E argumentou que o processo é lento porque a documentação de cada ponto está sendo analisada isoladamente.
Em consulta à divisão de Fiscalização de Alvarás do Município, o gerente Nicolsen Barros, informou que recebeu da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) apenas uma lista e um cadastro dos lojistas. Ele explicou que a liberação do documento só pode acontecer depois que o departamento contábil do shopping entregar um requerimento, tendo em anexo o contrato social e o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica dos lojistas.
Quanto à questão levantada pela reportagem da Folha em maio deste ano, de que havia uma diferença de 93 nomes entre a lista das duas associações que representavam os lojistas e aquele considerada oficial pela CMTU, o presidente da ONG Canaã disse que também está sendo contornada. Hoje, garantiu Nogueira, existem dúvidas com relação a apenas sete boxes. Segundo ele, a desigualdade entre as listas é fruto de ''mudanças internas'' e de problemas particulares dos proprietários dos boxes.
A inadimplência, que atualmente gira em torno de 20%, chegou a preocupar logo após a instalação do shopping e ainda é acompanhada de perto mas, segundo Nogueira, está sendo controlada. O valor médio do condomínio é de R$ 80,00 e os proprietários dos boxes têm assessoria contábil e jurídica, faxina e segurança particular.
Para o presidente da CMTU, Wilson Sella, o empreendimento tem todas as condições de aumentar o faturamento nos próximos meses. O segundo semestre, historicamente, é um período de aquecimento nas vendas e a construção de mais uma quadra de calçadão na rua Maranhão, em frente ao Shopping Royal Plaza, devem ajudar a impulsionar os negócios. Questionado sobre a venda de produtos falsificados e contrabandeados, Sella comentou que a fiscalização é de competência das receitas Estadual e Federal.
Quanto à falta de alvarás, Sella divergiu do presidente da ONG Canaã, ao declarar que cerca de 80% dos lojistas já estavam com toda a documentação exigida acertada. Ele argumentou que aguarda o recebimento dos 20% restantes para repassar tudo de uma só vez ao órgão competente.

mockup