A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, assinou uma ordem de serviço para que a empresa Engemitsu Engenharia e Construções reforme o Centro de Passagem Indígena, existente desde 2015 na área que abrigou a Central de Moagem, nas Chácaras São Miguel, zona sul de Londrina. A intenção é que os trabalhos comecem já nesta sexta-feira (8) e durem até 7 de janeiro do ano que vem.

Imagem ilustrativa da imagem Mesmo com reforma, Centro de Passagem Indígena continuará funcionando
| Foto: Ricardo Chicarelli/Grupo Folha

A construtora, que mantém um contrato com a prefeitura para manutenção dos prédios públicos, vai revisar os forros dos cômodos, trocar as portas dos banheiros, limpar e substituir as telhas quebradas, corrigir a rede elétrica, pintar a parte externa do imóvel, construir um calçamento no entorno do barracão e instalar um portão de aço de cinco metros de comprimento e dois e meio de altura na entrada do local. O serviço custará pouco mais de R$ 22 mil, dinheiro que vem dos cofres municipais.

Jacqueline Micali informou que os reparos não vão atrapalhar o funcionamento do espaço, que abriga de forma temporária não só os indígenas que vêm da Reserva Apucaraninha, mas também de outras regiões. "Não temos nenhum caso de pessoas que chegam para morar. Desde o início, a ideia é que elas fiquem um tempo, comercializem seus artesanatos e voltem pra onde vieram", argumentou a antropóloga da Secretaria de Assistência Social, Marlene Oliveira.

A estrutura é composta de algumas casas e barracão, além de cama, banho e área para alimentação. O Centro de Passagem tem dois monitores disponibilizados pela Educação municipal para orientar e acomodar os visitantes, que comparecem com mais frequência no final do ano e durante as férias escolares das crianças indígenas. "É um local grande, com muita mata e bem semelhante a uma aldeia. São 170 mil quadrados de um ambiente propício à realidade deles", disse.

"Queremos deixar da melhor forma possível para que os índios não fiquem em outros pontos da cidade, como o Centro Cultural Kaingang, às margens da avenida Dez de Dezembro", disse a secretária. O Ministério Público Federal (MPF) já indicou que o recinto não é apropriado para a permanência do grupo.

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