Mesmo com medo de represálias, Maringá e Paranavaí aderem
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
Representantes da Associação das Mulheres dos Policiais Militares esperam a participação de pelo menos 200 pessoas hoje, entre mulheres e filhos de PMs, no protesto em frente ao 4º Batalhão da Polícia Militar em Maringá. A intenção é fechar o quartel até o governo do Estado apresentar uma proposta concreta de correção salarial aos policiais. Mesmo dispostas a enfrentar as dificuldades que o comando possa criar para impedir a manifestação, as esposas de PMs não querem se identificar com medo de represálias.
A ameaça de punições é o maior problema das organizadoras do protesto. De acordo com uma integrante da associação, há comentários no batalhão sobre a possibilidade de transferência de policiais cujas mulheres participem da manifestação. Uma esposa de PM comentou que apesar de a maioria concordar com o movimento, muitas mulheres preferem não se expor em frente ao quartel para elas e os maridos não serem reconhecidos e punidos.
Em Paranavaí, as mulheres de PMs pretendem acampar em frente ao 8º Batalhão, para impedir a saída de viaturas. Elas afirmam que só irão desmontar o acampamento quando o governo atender as reivindicações dos policiais.
Segundo a presidente da Associação das Esposas de PMs, Jussara Neves Ferrari, são esperadas no mínimo 100 pessoas no protesto, inclusive mulheres de policiais de Loanda, Amaporã e Tamboara, municípios da região. Vamos nos revezar no acampamento e não iremos desistir porque estamos cansadas de ver nossos maridos nesta situação, completa Jussara.


