Apesar do aumento do número de guardas municipais, e de a maioria das principais cidades paranaenses já contarem com esse tipo de estrutura, a violência cresceu no Paraná na segunda metade da década passada. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) mantém uma série estatística com números separados por 12 tipos de crimes (contra a pessoa, contra o patrimônio, contra os costumes, contra a administração pública, outros crimes, homicídios dolosos, homicídios culposos no trânsito, furtos, roubos, ameaças, lesão corporal e furtos e roubos de veículos). Entre 2007 e 2010, todos esses indicadores aumentaram em patamares superiores a 20% no Paraná.
A advogada criminal Priscilla Placha Sá aponta que a criação de mais guardas municipais não vai reduzir os índices de criminalidade. ''O problema da segurança pública não vai ser resolvido apenas com repressão. O que faz girar essa violência, os homicídios, o tráfico, os roubos, são questões que não podem ser resolvidas pela pasta de segurança. O máximo que ela pode fazer é prender quem comete um delito. Mas só pode fazer isso, é claro, depois que ele acontece. A questão é resolver antes. Os governantes têm que analisar esses índices de criminalidade e ver o que pode ser feito na prevenção. Mas a maioria não se preocupa em agir assim, porque uma política dessa natureza vai colher frutos somente em governos posteriores'', argumenta a advogada.

Expectativa

Procurada para discutir o problema, a assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública informa apenas que o Programa Paraná Seguro, lançado em agosto do ano passado, prevê a contratação de 10 mil policiais (oito mil para a Militar e dois mil e duzentos para a Civil). O Corpo de Bombeiros também deverá ter o reforço de mais 500 homens. Pelas contas do Governo, o orçamento anual da Secretaria - que hoje gira em torno de R$ 1,5 bilhão - será reforçado em mais R$ 500 milhões neste ano. (F.G.)

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