A expansão da Santa Casa de Londrina representará um aumento da folha de pagamento, que passará de R$ 3,5 milhões para R$ 5 milhões. Sobre a quantidade de médicos que poderão atuar no espaço, o superintendente da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal), Fahd Haddad, aponta que hoje o hospital já tem 700 médicos residentes. "Vamos precisar de mais profissionais. A cidade possui mais de três mil médicos e como eles não são contratados, mas credenciados, vamos aumentar esses profissionais sem custos para o hospital", projetou.
Questionado sobre o endividamento do hospital e de como a instituição irá arcar com esse aumento de estrutura e, consequentemente, de internações, o superintendente da Iscal afirmou que hoje a dívida do hospital com fornecedores atinge R$ 10 milhões. Além disso, a instituição precisa lidar com R$ 600 mil por mês de atendimentos realizados pelo SUS que não são pagos pelo governo. Ele ressaltou que a tabela do SUS, usada para o pagamento dos procedimentos realizados pelo hospital, está sem reajuste há mais de 15 anos.
"Desde a metade do Plano Real para cá esses valores não são atualizados. Hoje ele cobre de 60% a 70% do custo de atendimento, não paga tudo", apontou Haddad. Mesmo com dívida, temos que ampliar e não dá para internar alguém e deixar sem assistência. Isso é uma demanda obrigatória e necessária. Sem isso não dá para atender. Vamos ter que buscar esses recursos que faltam junto ao SUS e fontes pagadoras como operadoras de planos de saúde ou Estado ou Município para auxiliar nisso", destacou. (V.O.)

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