Mesmo bebês
podem passar
por operação
Além do crescimento no número de intervenções, também é cada vez maior o número de crianças que podem ser beneficiadas pelo tratamento. Antes, a média de idade era de 7 anos. ‘‘O maior desafio era conseguir operar crianças cada vez mais novas com problemas mais graves, pois quanto mais grave a cardiopatia apresentada, mais rápida deve ser feita a cirurgia’’, explica Sallum. Assim, o peso e a idade das crianças operadas foi caindo e hoje são realizadas operações até em recém-nascidos com menos de um quilo. Só Sallum opera diariamente uma média de duas crianças.
Desde a primeira cirurgia cardíaca feita em 1958 pelo complexo hospitalar mantido pela Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, que envolve os Hospitais Infantis Pequeno Príncipe e César Perneta, muitas descobertas e novas tecnologias vieram revolucionar este setor da medicina. Naquele tempo, fazia-se apenas 3 a 4 cirurgias por ano. Enquanto hoje só no Pequeno Príncipe uma média de 500 crianças são operadas com problemas no coração todos os anos, sendo que 70% delas têm menos de dois anos.

mockup