Mesmo advertidas, casas continuam funcionando
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de outubro de 2001
Maranúbia Barbosa<br> De Londrina 
Algumas casas de repouso particulares de Londrina que foram advertidas pela Vigilância Sanitária e Secretaria do Idoso há cerca de quatro meses, por falta de condições higiênico-sanitárias continuam funcionando irregularmente. A reportagem da Folha verificou que muitas delas mudaram de endereço e estão atuando de forma inadequada. Uma das proprietárias que tiveram um asilo interditado no Parque Ouro Branco, em fevereiro deste ano, reabriu o negócio no bairro Aeroporto, com o nome de casa de repouso Campo Livre.
Segundo uma funcionária da casa de repouso Campo Livre, as proprietárias Maria Elena Ferreira e Erenice Alves dos Santos mudaram-se para o local em junho. A secretária do Idoso, Maria Angela Santini, informou que o asilo continua advertido e tem indicação para ser interditado em função de várias denúncias de irregularidades.
Na Rua Iracema, número 67, Jardim Antares, funciona uma casa que abriga alguns idosos. Fátima Silva, a mulher que se identificou como a proprietária da casa, não quis dar entrevista. Nas imediações, uma mulher que não quis ter o nome divulgado, afirmou que a avó dela ficou cerca de uma semana na casa, pagando R$ 250,00 por mês. Familiares transferiram a idosa para outro local depois que notaram hematomas no corpo dela. De acordo com a secretária do Idoso, esse asilo também deve ser interditado.
Na zona sul, vários idosos se encontravam em uma casa, na Rua Lucila Balalai, número 149. A pessoa responsável não atendeu à reportagem. O asilo Colibri, que também foi infracionado pela VS, mudou-se há cerca de 15 dias para a Rua Jandaia.


