Foi encontrado na noite de segunda-feira (3), o corpo do taxista Manoel Francisco Moreira, que estava desaparecido de Centenário do Sul desde o dia 8 de outubro. De acordo com o delegado de Centenário, Roberto Fernandes de Lima, o corpo estava em um canavial próximo a Lobato, município a 60 km de Maringá.

O corpo de Manoel só foi encontrado depois que o casal que executou o taxista foi preso, confessou o crime e disse aonde estava o corpo. Segundo Lima, Marcelo Ferreira Guimarães, de 30 anos e Jéssica Ortiz da Silva, 20 anos, confessaram ter matado Manoel depois de uma corrida de táxi. "Eles disseram que pegaram o táxi em Centenário para ir até Colorado. Quando estavam chegando, avisaram que não tinham dinheiro para pagar a corrida, o que irritou o motorista. Vendo a reação do taxista, os dois anunciaram o assalto, amarraram a vítima, a jogaram na parte traseira do carro e a balearam na cabeça".

A polícia só chegou ao casal depois de uma longa investigação. Marcelo e Jéssica tinham alugado uma casa em Centenário para supostamente cometer alguns assaltos. Sabendo dessa situação, os investigadores foram até o local, onde encontaram somente um colchão e uma mochila com roupas e uma nota fiscal de celular.

"Através dessa nota, fomos atrás dos dois. Desconfiamos pois eles pagaram o aluguel da casa adiantado e sumiram após o crime. O celula havia sido vendido a um senhor em Lobato, que deu o aparelho para uma outra mulher. A mulher nos disse ter vendido o celular para uma outra pessoa e assim chegamos na Jéssica", explicou o delegado.

Assim que começou a desconfiar do envolvimento do casal no crime, a polícia de Centenário pediu a prisão dos dois. "Na época o Marcelo havia se envolvido em um tiroteio e estava internado, gravemente ferido, em um hospital de Maringá. Por isso, não nos preocupamos com a fuga dele", lembrou Lima. Porém, no dia em que a ordem de prisão de Marcelo saiu, ele teve alta e desapareceu novamente.

"Já sabiamos que a família dele morava em Paranavaí, então fomos até a cidade e conseguimos localizar os dois e realizar as prisões", disse Lima. De acordo com o delegado, outras quatro pessoas que estavam presas suspeitas de envolvimento no crime devem ser ouvidas, e se comprovado que não participação do homicídio, liberadas.

O taxista Manoel Francisco Moreira era pai de um policial militar de Porecatu. O carro dele já havia sido encontrado em outubro, em uma região próxima aonde estava o corpo.

(Com informações da repórter Bruna Quintanilha, do Portal Bonde)

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