PROJETO
Mesa em calçada pode gerar emprego
José SuassunaManoel Domigos diz que clientes preferem mesas ao ar livreO projeto que permite o uso do espaço existente nas calçadas para a colocação de toldos, mesas e cadeiras pode gerar empregos no setor. A lei foi aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba na segunda-feira. O vereador Osmar Bertoldi (PPB) é o autor da proposta que, agora, depende da sanção do prefeito Cassio Taniguchi. ‘‘Tenho certeza que o prefeito vai sancionar a lei. A cada mesa a mais que o dono de bar coloca a disposição dos clientes dele, um garçon vai ser contratado.’’
Além da oferta de novos postos de trabalho, o vereador aponta a integração entre os logradouros públicos e o comércio como outra vantagem da nova legislação. ‘‘Na Europa é comum usar as calçadas ou espaços em praças para atender a população. Como a cidade foi colonizada por europeus e a idéia deve pegar em Curitiba.’’
Bares, confeitarias, restaurantes, lanchonetes e similares que estejam funcionando dentro das normas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Urbanismo, poderão apresentar projetos para ampliar o atendimento até as calçadas. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) será o responsável pela aprovação dessas propostas.
O empresário Emerson Jabur, presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba, acredita que, desta maneira, vai haver bom senso na escolha das áreas em que os quiosques venham a ser instalados. ‘‘Todo investimento gera empregos, mas não podemos deixar de nos preocupar com o conforto e a segurança dos clientes.’’
Há 21 anos dono de um bar na Avenida Iguaçu, Manoel Domingos gostou do projeto. ‘‘Mesmo à noite, as pessoas preferem as mesas ao ar livre.’’ No verão, Domingos disse que sempre contrata mais uma pessoa para ajudá-lo no atendimento. No bar de Domingos, três mesas ficam na calçada. Já o concorrente e vizinho de Domingos, Gerson Silva, é mais comedido. Para Silva, ‘‘os bons tempos’’ das mesas ao ar livre já passaram. Ele tem quatro mesas na calçada e diz que ‘‘vai esperar para ver se a nova legislação vai funcionar’’. Hoje em dia as pessoas gastam menos e o nosso lucro está menor’’, resignou-se.
Pela nova lei, os móveis usados nesses quiosques deverão seguir o padrão estético e funcional a ser definido pela prefeitura. O trânsito de pedestres, em especial dos portadores de deficiência, e a visibilidade dos motoristas não poderão ser obstruídos. Qualquer que seja a largura da calçada, uma faixa de 1m20cm deverá ser preservada para o fluxo de pedestres.
Nas áreas de atendimento ao ar livre, não será permitido colocar qualquer tipo de aparelho de som ou estandes de venda. A responsabilidade pela limpeza e manutenção das calçadas será dos donos dos estabelecimentos. O projeto também prevê multas para quem não cumprir as novas regras. (R.B.N.)

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