'Mês do cachorro louco' aumenta procura por vacina
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Apesar das campanhas de vacinação contra raiva terem sido erradicadas há mais de uma década na maior parte do Estado, agosto continua fortemente arraigado na imaginação da população como o mês de cachorro louco. Tanto que as clínicas veterinárias registram crescimento de até 30% na procura pela vacina anti-rábica. Especialistas advertem, contudo, que, como a doença está controlada, nem todo animal doméstico precisa ser imunizado e a melhor época para vacinar depende da idade do cão.
A veterinária da 17 Regional de Saúde de Londrina, Salma Buriham Della Libera, explica que o mês de agosto coincide com o período de cio das cadelas e, como a aglomeração da animais aumenta, a incidência da doença era maior. Por isso as campanhas eram realizadas neste período do ano para evitar a transmissão em massa.
Até o ano passado, cinco municípios do Norte ainda mantinham a campanha, na região fronteiriça com o estado de São Paulo. Em 2003, a vacinação só será realizada na região de Foz do Iguaçu, fronteira com o Paraguai. O último caso registrado de raiva na região aconteceu no final da década de 80, em um felino, mas não teve vítimas humanas.
Segundo Salma, como a raiva está controlada, a vacinação é uma opção do proprietário do animal. ''Há cachorros que nunca saem de casa e, portanto, têm pouco risco de serem contaminados. Vai depender de como o animal vive'', afirma. Ela cita, por exemplo, o caso dos cachorros que vão passear regularmente na rua e entram em contato com outros animais precisam de mais cuidados.
A vacinação anti-rábica é realizada em quatro doses quando o animal é filhote e tem reforço anual. As clínicas veterinárias recomendam também uma vacina que imuniza o animal contra oito tipo de doenças. O custo das duas vacinas é de cerca de R$ 40. Só para raiva, a vacina custa R$ 15.
Segundo a veterinária Sônia Cavalcanti Filla, proprietária de uma clínica, os donos precisam ficar atentos à idade do animal para fazer a vacinação corretamente. ''A vacina não precisa ser em agosto, pode ser antes ou depois, dependendo da idade do animal, mas nesse mês muita gente acaba lembrando da vacina e nos procura'', comenta. Ela calcula em 25% a 30% o aumento da procura pela vacina nesta época do ano.


