Enquanto a situação dos municípios não se resolve, mães de alunos de escolas municipais estão preocupadas. A lavradora Matilde Cardoso, de 38 anos, tem quatro filhos na escola. Separada, ela não tem condições financeiras de sustentar sozinha toda a família. ‘‘A merenda é fundamental para os meus filhos. Eles não têm tempo de tomar café da manhã antes de sair de casa’’, contou. Ela tem oito filhos, com idades entre 6 e 17 anos.
A dona-de-casa Joana do Nascimento Ramos, 29, também está preocupada com a alimentação dos dois filhos que estão na escola. Ela é casada com um agricultor e promete ajudar com legumes e verduras. ‘‘O que a gente puder auxiliar, vai auxiliar’’, afirmou. Rosilene de Fátima Ramos, 27, é dona de casa e o marido está desempregado. Os dois sustentam quatro filhos, três deles estudam na rede municipal. ‘‘Para mim, a merenda tem que vir em primeiro lugar para os alunos. Ela tem vitamina e ajuda no desenvolvimento das crianças’’, argumentou.
Jaína Isabel dos Santos, 5 anos, e Jeane Alves dos Santos, 4, não tomam café da manhã antes de ir à escola. Elas levam uma lancheira com bolacha, mas não dispensam a merenda escolar. A viúva Joana Aparecida dos Santos, 36, disse que sempre orienta as filhas a comerem a merenda. ‘‘A merenda é nutritiva, é forte. Elas não podem passar o dia apenas com uma bolachinha.’’

mockup