Marcelo AlmeidaAs máquinas ‘tira-teima’ informam o preço dos produtos ao consumidorO Ministério da Justiça anunciou ontem, em Brasília, a criação de um grupo executivo que ficará responsável por encontrar uma solução para o problema dos supermercados, que apresentam maior dificuldade em cumprir a legislação que prevê a colocação de etiquetas com os preços dos produtos expostos nas prateleiras. A comissão terá 50 dias para apontar a alternativa. Até lá, as coordenações de defesa e proteção do consumidor (Procons) e associações dos supermercados deverão encontrar formas regionais de contornar o problema. Sem outras exceções, a norma está valendo para todo o comércio.
No Paraná, os diretores do Procon e da Apras conversarão sobre o assunto amanhã, numa reunião marcada para as 10 horas. O encontro visa discutir as medidas que serão adotadas pelos supermercados de todo o Estado, segundo o diretor do Procon, Naim Akel. Como a coordenação e a entidade representativa vêm tratando da questão, desde que o Ministério passou a anunciar a medida, algumas alternativas já estão praticamente definidas.
Naim Akel diz que uma delas é fazer com que os grandes supermercados que utilizam etiquetas com código de barras instalem mais máquinas de leitura no estabelecimento para auxiliar os clientes. A segunda medida é preparar cartilhas ensinando os consumidores a utilizar as máquinas de leitura, chamadas de tira-teima. Apresentada pelo Paraná, essa proposta será usada em todo o País, por determinação do Ministério da Justiça. Além disso, a Apras se propõem a disponibilizar funcionários que ficarão uniformizados nos supermercados, orientando as pessoas.
A partir de amanhã, técnicos do Procon de Curitiba voltam às ruas para fiscalizar. O estabelecimento comercial que não estiver com os preços visíveis será multado.

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