Londrina - O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, Orlando Luiz de Freitas, afirma que o setor de segurança residencial vem aumentando de forma significativa ao longo dos anos, porém explica que é difícil dimensionar esta realidade em números.
Ele comenta que, até por questões de custo, boa parte da população opta por serviços e trabalhadores que atuam na clandestinidade. De acordo com ele, no último ano houve um aumento de aproximadamente 40% de vigilantes no mercado paralelo.
O sindicato representa cerca de 2,5 mil trabalhadores que compõem a base de Londrina e região, formada por 90 municípios. De acordo com Freitas, em um ano o número de vigilantes que trabalham na legalidade aumentou 20%. Já no mercado paralelo ele estima uma elevação de 40%.
Ricardo Seco, proprietário da Alarm Systems em Londrina, atua há 22 anos no setor e avalia que o mercado de produtos eletrônicos de segurança também segue em expansão, o que tem provocado um certo "barateamento" dos materiais e serviços.
"Há 10 anos, trabalhávamos com microcâmeras que custavam R$ 500. Hoje, temos aparelhos de alta tecnologia comercializados a R$ 180", afirma Seco, justificando o aumento na procura pelo serviço de monitoramento.
"Antes, instalávamos 30 câmeras ao ano, agora são cerca de 15 por mês. Este é o tipo de equipamento mais procurado, ao contrário de cinco anos atrás, quando as cercas elétricas estavam em alta. Então, é muito comum encontrar casas equipadas com os dois materiais, pois ao longo dos anos, os serviços vêm se agregando", diz. (M.O.)

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