Mercado de subprodutos do amianto está menor
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
A indústria brasileira de fibrocimento perdeu pelo menos 50% da participação do mercado de caixas dáguas e cerca de 10% do mercado de cobertura de residências nos últimos dois anos, por causa das campanhas contra a utilização do cimento amianto (nome popular do fibrocimento). A informação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidoras de Fibrocimento (Abifibro) João Carlos Duarte Paes, que esteve ontem em Curitiba.
O presidente da Abifibro rebate as informações divulgadas no último domingo pela Folha, sobre os malefícios do amianto e diz que esse tipo de divulgação está comprometendo a indústria de fibrocimento, trazendo perdas significativas para o mercado. Na reportagem, especialistas afirmam que o amianto é um mineral cancerígeno e altamente tóxico. O produto já foi proibido em 21 países e no Brasil tramita um projeto de lei do deputado Eduardo Jorge (PT - SP) para banir a utilização do mineral como matéria-prima.
Paes afirma que o amianto não representa risco para população e que a Lei nº 9.055, de 1º de junho de 1995, que regulamenta a extração e uso do mineral, garante a segurança dos trabalhadores. Ele salienta ainda que acordo feito entre a Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto, instituído em 1989 e atualizado a cada dois anos, permite que os próprios funcionários verifiquem e fiscalizem as condições de trabalho.
O Brasil produz 2,1 milhões de toneladas de produtos acabados que utilizam o amianto como matéria-prima, entre telhas, caixas dáguas, peças estruturais e complementares. O Paraná é responsável por 25% dessa produção. Da produção paranaense 17,5% é exportada e 7,5% utilizada no Estado.
O Paraná não tem uma lei ou projeto que proíba a utilização do produto, mas Paes afirma que projetos do gênero tramitam em 27 municípios brasileiros. O amianto já foi proibido em Mato Grosso do Sul e em três municípios paulistas.
Mesmo não concordando que o amianto seja um produto nocivo, a Abifibro está estudando formas de substituir o mineral como matéria-prima.


