Mercado cinza dificulta
A maior queixa dos gamers são os preços praticados pelo mercado nacional. Cada jogo custa, em média, R$ 200,00. Infelizmente, 95% dos jogos vendidos no País são piratas, diz André Penha, presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos. Esse mercado cinza dificulta o crescimento: muitos fabricantes não têm interesse de vir para o País. Mas, segundo ele, muitas empresas brasileiras se destacam na produção de jogos on-line: Há um pólo de produção no Recife (PE) e no Estado de São Paulo. Penha estima que existam 8 milhões de consoles de videogame no País. O número de jogadores passa dos dezenas de milhões.
É do exterior que o assistente de ensino e aluno de doutorado da Universidade de Toronto Fernando Mortari acessa sites de jogos on-line. É uma forma de relaxar e de entrar em contato com pessoas do Brasil e de outros países, diz ele, que na adolescência teve consoles da Sega e da Nintendo.
Mortari aponta uma razão para que mais adultos joguem, e não apenas aqueles que cresceram entre personagens como Super Mario e Sonic. Jogos tradicionais entretêm e desafiam adultos há séculos. É natural que a indústria de jogos eletrônicos também busque esse público e crie produtos para ele. (Agência
Estado)





