Mentor do golpe três por um é condenado a 3,5 anos de prisão
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quinta-feira, 24 de setembro de 1998
Paulo Ubiratan 
Dirceu Barbosa Veleda, 49 anos, foi condenado a três anos e meio de reclusão, pelo juiz da 5ª Vara Criminal, José Roberto Pinto Junior. Ele está preso na capital de São Paulo e na próxima semana deverá ser recambiado para Londrina onde será sentenciado. Ele é acusado por diversos crimes de estelionato em todo o Brasil, sendo que o mais famoso é o golpe conhecido como três por um, no qual teria agido com a conivência de policiais de Londrina. Esta sua condenação foi motivada por um golpe que ele praticou contra um comerciante de Niterói (RJ). Veleda teria vendido ao comerciante um carregamento de feijão que não existia por R$ 8,8 mil e ficou com o dinheiro. Para chegar a sentença o processo tramitou por quatro anos. Ele cumprirá a pena na Colônia Penal Agrícola em Curitiba em regime semi-aberto.
Por este crime o réu estava preso no 3º Distrito Policial esperando julgamento, depois de ser preso pela Polícia Federal do Mato Grosso do Sul. O réu foi trazido para Londrina e cinco meses depois, em junho de 1997, fugiu com mais 40 presos. Na semana passada ele foi preso pela polícia paulista que o procurava por crime de estelionato.
Na Polícia Federal de Londrina tramita um inquérito policial que já está com mais de cinco mil páginas. Neste inquérito Veleda é acusado como mentor do golpe três por um. O golpe consistia em vender dinheiro falsificado, principalmente dólar. A pessoa era trazida para Londrina com a promessa de comprar três notas de dinheiro falsificado por uma nota no mesmo valor de dinheiro bom. Quando o negócio estava sendo fechado entravam no local outras pessoas dizendo-se policiais e, supostamente, prendiam os envolvidos.
Em todos os casos, durante a confusão das prisões, o dinheiro desaparecia e as vítimas eram obrigadas, com a ameaças de serem presas, a voltarem para as cidade de origem. Conforme levantamento da Polícia Federal, mais de 50 pessoas caíram no golpe que teria rendido mais de R$ 1 milhão aos vigaristas. Segundo os autos do inquérito na Polícia Federal, a quadrilha era formada por mais de 30 pessoas e agiam em quase todo o Brasil. Na Polícia Civil corre outro inquérito com denúncias contra policiais. O inquérito tramita há mais quatro anos e não existe perspectiva de quando será finalizado.


