Mentor de sequestro havia sido preso e fugiu da sede do Cope
Paulo Ubiratan
De Londrina
O principal acusado de ser o mentor do assalto contra a Proforte Transportes de Valores em Londrina, Marcelo Moacir Borelli, havia sido preso em abril pela Polícia Federal. Um mês depois, Borelli fugiu da sede do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em Curitiba. O assalto, antecipado de sequestro de familiares de diretores da empresa de transportes de valores, começou no dia 4 de setembro.
Segundo o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Roberto Morel, em seguida à prisão, Borelli foi levado para Cornélio Procópio onde a então juíza daquela comarca, Dilmari Helena Kessler, havia decretado a sua prisão preventiva por roubo de carga de caminhão.
Nós prendemos o Borelli aqui em Londrina e o delegado daquela cidade, Adriano (Admir da Cruz Ribeiro), veio buscá-lo. Na ocasião, o Borelli estava com documentação de Carlos Alexandre da Silva. Ele ainda foi autuado por uso de documento falso, contou Morel.
O investigador da delegacia de Cornélio Procópio, Valdir Azolini, disse que junto com o delegado Adriano Ribeiro levou Borelli para aquela cidade e acompanhou o seu depoimento ao juiz Marcelo Ferreira. O ladrão (Borelli) negou estar envolvido com roubo de carga ou qualquer outro tipo de crime. Ele é psicopata e de alta periculosidade. Nos causou surpresa a sua fuga. Agora ele está apavorando a região, afirmou.
O delegado Adriano Ribeiro também demonstrava indignação com a fuga do acusado, mas disse que é de praxe o Cope ficar com a responsabilidade de guardar bandidos de alta periculosidade.
Quando ocorreu a fuga, a Folha tentou saber junto à direção da Polícia Civil em Curitiba como ela havia ocorrido. O fato chegou a surpreender o delegado-geral Newton Tadeu de Souza que nada sabia da fuga de Borelli. Na ocasião, ele prometeu abrir inquérito policial e procedimento administrativo para apurar o fato.
O delegado-corregedor da Polícia Civil, recém-empossado, Marco Antônio Lagana, afirmou ontem que o inquérito e o procedimento estão sendo feitos. No assalto à Proforte de Londrina foram roubados R$ 4 milhões em dinheiro.





