Mensagens fazem pressão por 2 cursos na Fecilcam
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terça-feira, 04 de novembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
Campo Mourão vai fazer pressão através de telegramas para que o governador Jaime Lerner (PFL) libere R$ 200 mil necessários para que a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) implante dois novos cursos já no ano que vem. A decisão foi tomada durante reunião da Comissão Pró-Cursos Superiores e começou ontem. O objetivo é enviar o maior número possível de telegramas ao governador.
Qualquer pessoa pode participar. Para isso, basta se dirigir a qualquer agência dos Correios da cidade. Para facilitar, será instalado um posto de recebimento na Fecilcam. A comissão também promete mobilizar lideranças políticas dos 24 municípios da região, clubes de serviços, entidades representativas e, principalmente, os estudantes secundaristas. A pressão é para evitar que a faculdade perca o prazo de implantar os novos cursos ainda em 98.
A briga por novos cursos na Fecilcam já dura mais de três anos. Em junho, durante visita a Campo Mourão, Lerner chegou a assinar um protocolo de intensões visando a construção dos laboratórios exigidos para os cursos de Engenharia em Agroindústria (ainda inexistente no Estado) e Matemática. O dinheiro, no entanto, ainda não chegou. São necessários R$ 300 mil, mas a prefeitura já se comprometeu a arrumar R$ 100 mil.
Se a tática dos telegramas não der resultado, a comissão não descarta a possibilidade de acampar em frente ao Palácio Iguaçu. A direção da Fecilcam já anunciou que vai incluir os dois novos cursos no vestibular do ano que vem, mas há risco de eles ser anulados pelo Conselho Estadual de Educação.


