Campo Mourão vai fazer pressão através de telegramas para que o governador Jaime Lerner (PFL) libere R$ 200 mil necessários para que a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) implante dois novos cursos já no ano que vem. A decisão foi tomada durante reunião da Comissão Pró-Cursos Superiores e começou ontem. O objetivo é enviar o maior número possível de telegramas ao governador.
Qualquer pessoa pode participar. Para isso, basta se dirigir a qualquer agência dos Correios da cidade. Para facilitar, será instalado um posto de recebimento na Fecilcam. A comissão também promete mobilizar lideranças políticas dos 24 municípios da região, clubes de serviços, entidades representativas e, principalmente, os estudantes secundaristas. A pressão é para evitar que a faculdade perca o prazo de implantar os novos cursos ainda em 98.
A briga por novos cursos na Fecilcam já dura mais de três anos. Em junho, durante visita a Campo Mourão, Lerner chegou a assinar um protocolo de intensões visando a construção dos laboratórios exigidos para os cursos de Engenharia em Agroindústria (ainda inexistente no Estado) e Matemática. O dinheiro, no entanto, ainda não chegou. São necessários R$ 300 mil, mas a prefeitura já se comprometeu a arrumar R$ 100 mil.
Se a tática dos telegramas não der resultado, a comissão não descarta a possibilidade de acampar em frente ao Palácio Iguaçu. A direção da Fecilcam já anunciou que vai incluir os dois novos cursos no vestibular do ano que vem, mas há risco de eles ser anulados pelo Conselho Estadual de Educação.

mockup