Bonecas, carrinhos, computadores, material escolar, bolas de futebol, skates, roupas, bicicletas, remédios, empregos e alimentos são alguns dos diversos pedidos a Papai Noel que crianças carentes colocam em cartinhas que escrevem e entregam nos Correios.
  Os próprios funcionários dos Correios atendem as cartinhas que começaram a chegar na década de 1970, mas desde 1987, a empresa adotou a idéia como uma ação social corporativa em todo o País, oferecendo a estrutura e a entrega dos presentes. Em Londrina, a expectativa é atender mais de 8 mil cartas. No Estado, o número de pedidos passa de 20 mil.
  Segundo o coordenador de Ação Social dos Correios, Sérgio Lonni, o objetivo maior é preservar a magia do Natal e atender a expectativa das crianças. ‘‘Quando alguém adota uma cartinha, automaticamente adota o sonho de uma criança e faz dele uma realidade’’, enfatiza.
  Uma das cartas que mais marcou a funcionária dos Correios, Noêmia Muniz Arruda, foi a de uma criança que pedia um refrigerante e um frango assado para passar a Ceia de Natal. ‘‘É inevitável não se emocionar. As crianças deixam de pedir brinquedo para pedir alimentos e até emprego para os pais que estão desempregados. Muitas delas relatam nunca terem comido uma bolacha recheada’’, conta Noêmia
  Não são aceitas cartas impressas, o texto tem que ser escrito à mão pela criança ou por um responsável. Os pedidos de celulares, computadores e objetos mais caros não são descartados, mas estão separados dos pedidos comuns.
  Este ano, um dos pedidos que chama a atenção é o da menina Elizabete Gomes da Silva, 8, portadora de paralisia cerebral e que por isso precisa de reforço escolar no computador. ‘‘Sabemos que ganhar o computador é difícil, mas temos esperança’’, diz a mãe de Elizabete, Itamara Gomes da Silva.

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