Curitiba - As menores P.H.S., 11 anos, e A.O.L., 9 anos, que confessaram ter matado uma menina de 4 anos, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, quinta-feira da semana passada, serão submetidas a tratamento psicológico e outras medidas de proteção previstas nos artigos 98 e 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Elas ficarão abrigadas em uma casa de apoio do juizado até que as famílias estejam em segurança. Membros da comunidade da Vila Zumbi dos Palmares, onde o crime aconteceu, estavam revoltados e ameaçaram atear fogo nas casas das meninas e linchá-las caso voltassem para a vila.
Os pais de P.H.S., segundo a juíza de Colombo, Mila Aparecida Alves da Luz, viajaram com autorização da Justiça para uma cidade de Santa Catarina, onde têm parentes. Assim que estiverem instalados, eles deverão enviar comprovação da nova residência e a menor será devolvida para o convívio com os pais. O processo de P.H.S. será, então, encaminhado para a Justiça catarinense, onde deverá continuar sendo assistida por psicólogos. O ECA não prevê internação no caso de crianças menores de 12 anos.
Mila Aparecida aconselhou os familiares da outra menor a também buscarem abrigo na casa de parentes ou amigos longe da Vila Zumbi dos Palmares. Até ontem, no entanto, juíza não sabia onde os pais de A.O.L. haviam se refugiado.
O tratamento psicológico começa imediatamente, informou a juíza. Por enquanto, elas serão assistidas por profissionais da Prefeitura de Colombo, com acompanhamento do Conselho Tutelar e do Judiciário.
''Com toda a minha experiência de mais de 20 anos não consegui chegar a conclusão de quem foi a idéia (de matar a menina). Uma jogava a culpa na outra'', declarou a juíza. ''Nunca me deparei com uma situação dessas'', completou.

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