A Delegacia da Mulher de Foz do Iguaçu registrou de janeiro até agora 64 casos de estupro e atentado violento ao pudor. Em quase 90% dos casos, as vítimas eram crianças e adolescentes. Deste percentual, a polícia alerta: praticamente todas foram violentadas pelos próprios familiares dentro de casa.
Índice apontado até o momento se aproxima do total computado em todo o ano passado, quando 68 ocorrências foram registradas. Segundo o levantamento da delegada Daisi Dorigo Barão, somente este ano aconteceram 31 estupros na cidade. Em Londrina, cidade que tem o dobro de moradores de Foz, ocorreram 12 casos. Em Maringá, com população estimada em 290 mil habitantes, sete mulheres foram estupradas. Deste total, cinco delas reconheceram seus agressores. Curitiba continua sendo a cidade paranaense que mais registra mulheres violentadas (foram 94 casos desde janeiro), embora os dados sejam proporcionalmente inferior aos da fronteira.
O total de estupros ocorridos em Foz do Iguaçu ainda está abaixo do total de 1999 (44 ocorrências), mas é praticamente o mesmo de 1998, onde 32 mulheres foram abusadas sexualmente. ‘‘É importante lembrar que em somente cinco casos (deste ano) as vítimas era maiores de idade. Pior ainda é saber que a violência ocorre, na sua maioria, dentro do próprio lar’’, disse Daisi.
Outro índice alarmante de Foz do Iguaçu está relacionado ao aliciamento de mulheres, onde muitas delas são forçadas a trabalhar como prostitutas em boates brasileiras, paraguaias e argentinas. A quantidade de casos registrados este ano (577) já ultrapassou o total de 1999, onde 475 ocorrências foram lavradas. Mais uma vez, segundo a delegada, a maioria das vítimas são menores. ‘‘Existem até quadrilhas especializadas em procurar meninas para encaminhá-las para prostituição no exterior. Mas é bom deixar claro que muitas boates da cidade mantêm menores ilegalmente’’, comentou Daisi.

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