Curitiba Nove adolescentes que participaram de festas e orgias, em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), com autoridades, políticos e empresários já foram identificadas pelo Ministério Público (MP). De acordo com o promotor Marcelo Balzer, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), todas são moradoras do município de Campo Largo. Até agora, apenas quatro delas foram ouvidas. Elas revelaram que as ''festinhas'' eram realizadas semanalmente, sempre nas quintas-feiras, e eram promovidas por donos de bares e lanchonetes. ''Já temos a identificação de todos os comerciantes envolvidos, mas estamos mantendo sigilo absoluto para não atrapalhar as investigações'', afirmou o promotor. Como a denúncia envolve autoridades locais, Balzer vai contar com o apoio de uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
Quando as denúncias começaram a ser realizadas, apenas uma chácara era alvo das investigações. A chácara fica na Vila Popular, no distrito de Morro Vermelho. Equipes da PIC pretendiam fazer uma blitz no local para pegar o flagrante, mas não foi possível. Informações davam conta de que as orgias haviam sido transferidas para outra chácara em Balsa Nova. ''Ainda não conseguimos verificar a situação da outra chácara, mas sabemos que as festinhas já acabaram. Até por conta da divulgação dos fatos na imprensa. O problema foi sanado. Agora temos que punir os responsáveis pela exploração sexual das adolescentes que participaram das orgias'', salientou. Entre supostos envolvidos estão empresários de destaque no município, vereadores, funcionários da prefeitura de Campo Largo, um policial civil e um juiz.

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