Dois dos quatro menores que estavam presos há mais de dez dias na Delegacia de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, foram transferidos ontem para o Serviço de Atendimento Social (SAS) unidade de internação provisória do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator, em Curitiba. Eles permanecerão internados até que sejam julgados. De acordo com o promotor da Vara da Infância de Piraquara, Di César Augusto Krepsky, os outros dois adolescentes serão liberados.

Os menores foram detidos por assaltos à mão armada a ônibus e a um ciclista. Um dos adolescentes, segundo Krepsky, participou do assalto a uma chácara, mantendo reféns o proprietário e a família. ''É um menino totalmente comprometido com a criminalidade'', declarou o promotor ao justificar a prisão dos menores. ''Boa parte não tem vínculos, são reincidentes e comprometidos com drogas'', completou.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, os menores não poderiam ficar mais do que cinco dias detidos numa cadeia pública. Krepsky admitiu que a prisão dos adolescentes era irregular, mas alegou que já havido tentado transferi-los para o SAS, o que não foi possível por falta de vagas.

O coordenador técnico do SAS, Vinicio Oscar Kirchner, confirmou que há superlotação. A unidade, que tem capacidade para 57 adolescentes, abriga 65. ''Conseguimos abrir duas vagas porque dois adolescentes de Curitiba foram liberados hoje (ontem)'', afirmou. O SAS atende toda a demanda da região metropolitana.

O diretor presidente do Instituto de Ação Social do Paraná (Iaps), Aluísio Pacheco, não admitiu a falta de estrutura. Para ele, ''o Estado avançou muito nos últimos anos'', e hoje dispõe de 11 unidades, além de duas que estão sendo construídas em Santo Antônio da Platina e Fazenda Rio Grande.

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