Menores fogem de instituição
Menores fogem de instituição
Lucinéia Parra
Marcos NegriniAtendimento é em regime semi-aberto, mas menores fogem por não se adaptarem ao sistema educacionalTreze menores fugiram da Escola de Reintegração de Adolescentes (ERA), em Maringá. Eles eram recém-internados e a fuga chamou a atenção dos diretores porque os meninos estouraram os cadeados de duas portas e saíram no horário de almoço dos funcionários. Desde a sua criação, em 1987, a escola já registrou dezenas de fugas, mas com a implantação de novo método de atendimento na instituição as fugas haviam cessado.
De acordo com o vereador e ex-secretário extraordinário da Cidadania, Nilton Tuller, o ERA atende os menores infratores em regime semi-aberto, mas mesmo assim, muitos deles fogem por não se adaptarem ao sistema educacional da instituição. Eles fogem mas depois voltam porque são muito bem tratados lá, disse.
Segundo Tuller, que é pastor da Igreja Molivi, além das orientações e atividades esportivas, o ERA introduziu há alguns meses um trabalho de evangelização. Conforme Tuller, um pastor da igreja visita periodicamente a instituição para despertar o sentimento cristão entre os menores. Precisamos cuidar destes garotos com mais calor humano porque muito deles estão totalmente desintegrados da sociedade, diz.
Na terça-feira, dia da fuga, a instituição estava com 27 menores. Normalmente, os meninos, que têm entre 12 e 18 anos de idade, são encaminhados para o ERA por determinação judicial e permanecem na entidade por um prazo de até 45 dias. Em alguns casos, os meninos acabam ficando mais tempo. Além de um diretor, o ERA mantém um psicóloga que desenvolve atividades educativas. A instituição é mantida pela prefeitura e está vinculada ao Trabalho e Encaminhamento do Menor de Maringá (TEMM).





