Menores encenam peça
sobre escravidão no País
Oito integrantes do Centro de Libertação do Menor, entidade mantida pelo Instituto Selesiano Dom Bosco, fizeram a encenação da escravidão no Brasil e o racismo existente até os dias de hoje. Os menores moram em regiões carentes da Vila Guaíra, em Curitiba, e fazem curso de artes cênicas. Andressa Ferreira de Souza, 17 anos, artista principal da peça, disse que a intenção do grupo é levar a liberdade para todas as culturas brasileiras. ‘‘A liberdade é muito mais do que apenas não nascer escravo. A liberdade é um grito de independência do preconceito, da violência e das drogas’’, afirmou ela.
Andressa disse que o povo brasileiro é composto por diversas etnias e que precisam ser respeitadas. ‘‘Somente conhecendo e valorizando todas as culturas e etnias é que o brasileiro ficará – realmente – livre’’, declarou ela.
Dácio Bona, padre e coordenador do Centro de Libertação do Menor, afirmou que o teatro é apenas um dos programas desenvolvidos pelos 300 menores – com idades entre 9 e 18 anos – que têm atividades no local. ‘‘Estas crianças e adolescentes estavam perdidos nos bairros onde moravam, alguns morando em favelas. Estas atividades são fundamentais para que eles voltem a se reintegrar à sociedade’’, argumentou Bona. Todos os alunos são moradores dos bairros Vila Guaíra, Vila Lindóia e Parolim.
Além de artes cênicas, os adolescentes que participam do Centro de Libertação do Menor têm a oportunidade de fazer cursos profissionalizantes. O programa é mantido pela própria comunidade e conta com recursos da Prefeitura de Curitiba, Fundação de Ação Social e Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família. (L.P.)

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